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14
jun
Menina de SP que nasceu com medula exposta passa por transplante no Paraguai
Menina de SP que nasceu com medula exposta passa por transplante no Paraguai

Lorena, de 4 anos, nasceu com mielomeningocele e desenvolveu hidrocefalia. Menina vive com sondas e não anda. Transplante de células-tronco é a esperança da família.

Após passar por seis cirurgias, a menina Lorena Miranda, de 4 anos, recebeu a primeira aplicação com células-tronco no Paraguai. Ela nasceu com mielomeningocele, que é uma malformação congênita na coluna vertebral, e também desenvolveu hidrocefalia. A família de Bertioga, no litoral de São Paulo, liderou uma campanha por dois anos para juntar dinheiro e pagar o tratamento. Com R$ 112 mil arrecadados, a menina recebeu a primeira dose de células tronco na medula e, agora, a família espera que o tratamento surta efeito e melhore a qualidade de vida da pequena ‘Lolô’.

O G1 contou a história da menina há dois anos, em 2017. Maria Carolina Camilo descobriu que a filha tinha a doença apenas na hora do nascimento. “A coluna nasceu aberta com os nervos e a medula expostos. Ela fez a cirurgia para fechar com sete dias de vida. Com nove dias de vida, ela colocou uma válvula. Ao todo, ela já fez seis cirurgias, entre vários procedimentos”, contou. Segundo ela, os médicos dizem que Lorena teve uma malformação durante a gestação, mas não há um motivo certo para isso ter acontecido.

Lorena não realiza nenhum movimento da cintura para baixo. Ela não tem controle da parte digestiva e, por isso, faz o uso de sondas. A menina fala normalmente, mas não anda e vive em uma cadeira de rodas. Lorena faz fisioterapia, pelo menos duas vezes na semana, para fortalecer os membros e tem o acompanhamento de fonoaudiólogos e médicos.

Em contato com mães de crianças que sofrem dos mesmos problemas que Lorena, Maria Carolina descobriu que um transplante de células-tronco no hospital Better Being, na Tailândia, poderia ajudar a menina no tratamento da mielomeningocele. Em 2017, a família iniciou uma campanha para arrecadar o valor necessário para levar a menina àquele país e realizar o tratamento.


A família ficou durante dois anos fazendo rifas e eventos beneficentes para juntar dinheiro em prol do tratamento da menina. Ao todo, eles conseguiram arrecadar R$ 112 mil. Porém, Maria Carolina diz que eles resolveram mudar o país onde o tratamento seria realizado devido às dificuldades financeiras.

“Iriamos para a Tailândia, mas não conseguimos o valor inteiro. Por meio de outras mães, conhecemos uma clínica no Paraguai, que faz o mesmo tratamento e seria mais próximo para nós”, diz. Ainda segundo ela, no Paraguai são três aplicações e Lorena precisa ir uma vez por mês ao país. Na Tailândia, seriam seis aplicações e seria preciso ficar mais um tempo, o que tornaria mais caro.

A primeira aplicação ocorreu no dia 25 de março, no Hospital Clinic Center, em Ciudad del Este, e foi realizado pela PanAm Stem Cell, uma empresa de medicina regenerativa focada em terapias com células-tronco.

“O procedimento foi bem rápido. A primeira aplicação foi pela veia. Ela ficou em observação durante a noite e, no dia seguinte, já teve alta. No mês que vem faz outra aplicação na coluna. Vão ser mais duas, uma em abril e outra em maio. Os médicos falam que a partir da segunda começa a ter um resultado maior”, conta a mãe de Lorena.


Após a primeira aplicação, por orientação médica, a menina irá intensificar as sessões de fisioterapia, além de manter as consultas com a fonoaudióloga e ir as aulas escolares. Lorena também deve começar a fazer natação na semana que vem, o que deve auxiliar ainda mais no fortalecimento dos músculos.

Maria Carolina deseja que o tratamento melhore a qualidade de vida da filha. Ela acredita que as células ajudem, principalmente, no funcionamento do intestino e da bexiga, e a menina não precise mais utilizar fraldas e sondas. Como Lorena não tem sensibilidade do quadril para baixo, começar a andar será um desafio ainda maior, mas a mãe mantém a esperança.

“As células podem ajudar em várias partes. O foco nem é a parte do andar, mas a parte do intestino e da bexiga. As células-tronco podem ajudar nessa parte também. Por isso, os médicos pedem que existam muitos estímulo (fisioterapia e natação)”, explica.

A mãe da menina revela que, muitas vezes, pensou em desistir da campanha, mas essa era a única chance de obter uma melhora na condição da filha. Após a primeira aplicação das células-tronco, a mãe da menina postou uma mensagem nas redes sociais agradecendo a todos que ajudaram na campanha.

Só Deus sabe o quanto esperamos por esse momento e o quanto foi difícil chegarmos ao objetivo. Parecia ser impossível. Deus é maravilhoso e colocou pessoas abençoadas em nosso caminho, que nos ajudaram a não desistir. Oramos para que esse tratamento traga bons resultados para o desenvolvimento da Lolo. Qualquer melhora já terá valido a pena. Obrigada a todos”, escreveu.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

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